Amazon x Apple - a corrida pelo futuro da musica


Desde os primórdios da Internet que os "fãs de música" sonham com uma "Jukebox" que contenha todas as músicas já produzidas pelo homem disponíveis a um simples toque no botão.

Agora, o site de compras online "Amazon.com" pulando na frente frente das arqui rivais Apple e Google, torna-se a primeira grande empresa de internet a disponibilizar um serviço de streaming de música - permitindo que as pessoas armazenem suas músicas online e ouçam as faixas em qualquer computador ou smartphone.

Batizadas de "músicas de nuvens", ao invés de ficarem ocupando espaço no disco rígido do seu computador as bibliotecas musicais ficam armazenadas no ciberespaço, é o novo Santo Graal da indústria da música digital, é a mais nova frente de batalha das empresas de tecnologia para atrair consumidores em um mundo onde o CD está praticamente esquecido e abandonado.

Esta semana a Amazon.com" divulgou o lançamento do seu "Cloud Player" para seus clientes americanos, um fato que pegou de surpresa boa parte da blogosfera músical. Inúmeras empresas de menor porte já atuam neste mercado que até agora era visto apenas como um "nicho" mas a entrada de um "gigante da internet" muda completamente a visão deste mercado.

Google e Apple já anunciaram que estão trabalhando para desenvolver seus "Cloud Players" o que demonstra todo o potencial de crescimento deste novo mercado digital.

Os "players" podem ser descritos como um "Guarda Volume Digital aonde o usuário pode ir guardando os seus arquivos de músicas em um servidor remoto e ele pode acessar essa biblioteca de músicas em qualquer lugar do mundo, desde que tenha uma conexão de internet em banda larga.

Isto possibilita que o usuário desfrute do prazer e do conforto de ouvir as suas músicas preferidas em qualquer lugar do mundo como se estivesse confortavelmente sentado no sofá da sua casa.

O serviço da "Amazon" começa dando aos assinantes 5GB de espaço livre, o suficiente para armazenar 1000 músicas. Para os clientes que comprarem um álbum através da loja de música digital da empresa , será dado um espaço de 20GB para o primeiro ano e para continuar usando o serviço o cliente terá de pagar de 20-26 dolares/ano.

Você pode acessar as suas músicas atravé de qualquer computador ou celular com a plataforma Android. Devido a uma disputa jurídica sobre a propriedade do nome "App Store" entre a Amazon e Apple o acesso do iPhone ao sistema encontra-se bloqueado.

Pode parecer pouco provavel que alguém queira pagar uma empresa para armazenar suas músicas mas, segundo Mike Butcher, editor europeu do blog de tecnologia TechCrunch, não demorará muito para que todo mundo esteja escutando música dessa forma.

"A maioria de nós temos uma biblioteca musical que vai crescendo a cada ano que se passa", diz ele. "E se acontecer qualquer problema com o seu PC ou se ele for roubado corremos o risco de perder tudo. Armazenar suas músicas em uma nuvem significa que você sempre será capaz de acessá-las."

Mas o surgimento do "Cloud Player" pode conduzir a um choque entre as empresas de software e gravadoras sobre direitos autorais e a espinhosa questão de quem detém os direitos de arquivos de música digital.

Os números mostram as vendas globais de música gravada pelos EUA caíram 1,3 bilhões dólares no ano passado e a pirataria digital continua a produzir os seus estragos sobre a indústria fonográfica. Os executivos das gravadoras estão determinados a lucrar por meio de provedores de música como a Apple, Amazon e Google. Mas os "Cloud Player" poderão em breve se tornar em um novo ponto de atrito.

"Vai ser uma monumental batalha de gigantes, nos próximos anos", diz Steve Mayall, editor do Music Ally consultoria. "A Amazon provavelmente pode estar vendo para que lado o vento está soprando, e decidiram lançar o seu serviço, mas tenho certeza que haverá algumas batalhas jurídicas no horizonte."

Subir um arquivo de música para uma especie de "Guarda Volume Digital" pode ser visto como legalmente ambiguo. Alguém que comprou uma musica tem o direito de ouvi-la, mas ele têm o direito de compartilhá-lo em outro servidor?

E um "Provedor de Nuvens" como a Amazon pode ser responsabilizado pelos "arquivos piratas" que fatalmente serão guardados em servidores?

Apesar de várias gravadoras terem feito "vista grossa" a essas ambigüidades, um punhado de empresas estão sendo processadas por tais questões.

A Amazon tem defendido o seu "sistema de nuvem" argumentando que o mesmo não é diferente de um serviço baseado na web para fazer backup de arquivos. "Nós não precisamos de uma licença para armazenar músicas," Craig Pape, diretor da companhia, disse. "A funcionalidade é o mesmo que um disco rígido externo."


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