Energia Atômica depois de Fukushima

Depois do acidente na central japonesa de Fukushima o mundo vai ter de mudar a sua abordagem à energia nuclear, afirmou hoje em Viena o diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Yukiya Amano.

"A crise em Fukushima Daiichi tem implicações enormes para a energia nuclear e confronta-nos a todos com um grande desafio", disse o responsável da agência da ONU para a energia nuclear na abertura de uma reunião da Convenção sobre segurança nuclear que será realizado até o dia 14 de abril em Viena.

"Não podemos voltar à mesma abordagem anterior", depois do acidente no Japão, acrescentou.

A central de Fukushima 1 ficou seriamente danificada pelo terremoto e pelo tsunami de 11 de março. Trabalhadores, bombeiros e militares lançaram dezenas de milhares de toneladas de água sobre as instalações para impedir que as barras de combustível dos reatores de se fundissem.

A Convenção sobre segurança nuclear, ratificada pelo conjunto dos países com centrais nucleares, entrou em vigor 1996 depois das catástrofes de Three Miles Island, nos Estados Unidos, e de Chernobyl, na Ucrânia, com o objetivo de melhorar a segurança na exploração dos reatores nucleares.

Os peritos da Convenção reúnem-se de três em três anos na sede da AIEA.


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