Juliano Mer-Khamis é assassinado


Mer-Khamis, ator e ativista israelente, 52 anos, levou cinco tiros em frente a teatro que fundou em Jenin. Ele recebia ameaças desde que criou instituição na Cisjordânia.

O ator, diretor e ativista politico israelense Juliano Mer-Khamis, 52 anos, foi morto em frente a um teatro que ele fundou em um campo para refugiados na cidade de Jenin, na Cisjordânia, informou o diário "Haaretz" nesta segunda-feira (4).

Segundo o chefe da polícia local, Mohammed Tayyim, Mer-Khamis foi baleado cinco vezes por homens mascarados e as forças de segurança abriram investigação sobre as circunstâncias do assassinato. Um ambulância palestina levou o corpo do ator até um posto de fronteira para ser transferido a Israel.

A mãe do ator, Arna Mer, é uma judia ativista pelos direitos palestinos. O pai, Saliba Khamis, era um cristão palestino. Mer-Khamis nasceu e cresceu em Nazaré.

O ator ficou mais conhecido por seus papéis no teatro e no cinema, em Israel e outros países, mas ao longo dos anos se tornou também um diretor e um intenso ativista político.

Ele se associou ao teatro de Jenin, criado por sua mãe nos anos 1980. Em 2006, Mer-Khamis abriu o Teatro Liberdade na cidade, junto com Zakariva Zubeidi, ex-líder militar das Brigadas de Mártires de Al-Aqsa na cidade da região de Gaza.




Moradores observam carro em que o ator e diretor foi assassinado, em frente ao Teatro Liberdade, em Jenin, nesta segunda (4)




Zubeidi foi nomeado um dos diretores do teatro, em uma tentativa de amenizar as ameaças contra a instituição. A sede foi incendiado duas vezes no passado, e as ameaças persistiram apesar da nomeação de Zubeidei.

O prefeito de Jenin, Qadura Moussa, definiu o ator como um grande apoiador do povo palestino. Segundo ele, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu esforços para levar os responsáveis pela morte a julgamento.

O cineasta Amos Gitai, que dirigiu Mre-Khamis no filme "Kippur" (2000) se disse chocado com a morte do ator. "Existem pessoas como Juliano, que são radicais, e usam seus próprios corpos para servir como uma ponte sobre o abismo do ódio. Ele é maior que a vida", disse Gitai ao "Haaretz".


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