
As viagens aéreas tornaram-se tão populares que é possível encontrar aeroportos em quase todas as partes do mundo. Desde locais remotos deserticos até topos de montanhas cobertas de neve, parece que os destinos mais interessantes e exoticos só podem ser alcançados pousando-se em uma pista perigosa.
Segundo a maioria dos pilotos, a decolagem e o pouso são considerados os aspectos mais perigosos de qualquer voo. No entanto, se o seu aeroporto estiver localizado na encosta de uma falésia, numa praia movimentada ou numa estrada principal, provavelmente poderá multiplicar este perigo 100 vezes!
Graças à tecnologia aeronáutica, ao controle de tráfego aéreo mais eficiente e ao melhor treinamento de pilotos e mecânicos, as viagens aéreas tornaram-se mais seguras.
O número de acidentes fatais envolvendo aviões a jato em todo o mundo caiu de 40 mortes por 1 milhão de voos em 1959 para apenas 0,05 mortes por 1 milhão de voos em 2021, de acordo com dados globais recolhidos pelo fabricante de aeronaves Boeing.
Mas os pilotos devem ter especial cuidado ao pousar em alguns aeroportos, especialmente aqueles em áreas onde a localização, o terreno, as condições meteorológicas e/ou peculiaridades no design podem tornar o seu trabalho ainda mais difícil.
E pode ser difícil quantificar como estes diferentes fatores, como uma pista extremamente curta ou um terreno montanhoso, influenciam no que consideramos os aeroportos mais perigosos do mundo.
Muitos destes aeroportos são acessíveis apenas por pilotos bem treinados e qualificados. “Obviamente, quando você entra nesses aeroportos, você faz sua lição de casa antes de entrar”, explica Gregory Zahornacky.
Ele é professor assistente no departamento de Ciências Aeronáuticas da Embry-Riddle Aeronautical University e ex-capitão de companhia aérea com mais de 15.000 horas de voo.
As companhias aéreas fornecem aos pilotos informações abrangentes sobre aeroportos com tais desafios e exigem que eles as revisem antes de voar para eles, de acordo com Zahornacky. Em alguns casos, as companhias aéreas exigem que os pilotos tenham treinamento especial para pousar.
“É preciso adquirir experiência com alguém que já passou por lá”, explica Zahornacky.
Temos que aplaudir e reconhecer o talento e a coragem dos muitos pilotos talentosos que fazem esses pousos bem-sucedidos diariamente. Aqui está uma lista dos aeroportos com os pousos e decolagens mais emocionantes e arriscados do mundo.
01. Aeroporto de Qamdo Bamda - Tibete.

Aeroporto de Qamdo Bamda, também conhecido como Aeroporto Changdu Bangda, é um aeroporto que serve Qamdo (Changdu), Tibete, China. Ele está localizado na aldeia de Bamda (Bangda).
O Aeroporto de Qamdo Bamda é conhecido como "o aeroporto mais distante do mundo longe do centro", "o aeroporto com a pista mais longa do mundo(5.500 m)" e "o aeroporto com o pior clima do mundo" no Tibete Oriental.
O aeroporto fica a 2,5 h atraves de uma estrada de montanha da sede do condado de Qamdo. O longo trajeto é o resultado de nenhum terreno plano mais perto da cidade estar disponível para se construir um aeroporto.
O aeroporto de Qamdo Bamda é o segundo aeroporto mais alto do mundo, com uma altitude de 4.334 m acima do nível do mar.
A esta altitude torna-se necessária uma velocidade de decolagem e pouso mais alta e, portanto, uma pista mais longa. Além disso, os motores da aeronave produzem menos impulso em uma elevação mais alta do que perto do nível do mar.
No aeroporto de Qamdo Bamda, a velocidade do vento excede mais de 30 m/s no inverno e a temperatura cai para 20oC abaixo de zero no inverno e na primavera. O teor de oxigênio no aeroporto é de apenas 50% do que ao nível do mar.
Os visitantes são avisados antes de aterrissar para se moverem lentamente ao sair do avião e que podem se sentir leves ou tontos por causa do ar rarefeito.
02. Aeroporto de Paro - Butão.

O Aeroporto Internacional de Paro é o único aeroporto internacional dos quatro aeroportos existentes no Reino do Butão. Fica a 6 km de Paro em um vale profundo na margem do rio Paro Chhu.
Com picos circundantes tão altos quanto 5.500 m (18.000 pés), é considerado um dos aeroportos mais desafiadores do mundo, e
Não há radar para guiar os aviões até o aeroporto internacional de Paro, portanto, voos de e para Paro são permitidos apenas sob condições meteorológicas visuais e são restritos às horas do dia, do nascer ao pôr do sol, através de um vale longo e sinuoso, e em uma unica pista de apenas 1.964 m de comprimento e visível apenas momentos antes do pouso.
Como resultado disso, o piloto precisa voar inteiramente no modo manual, de acordo com os procedimentos de pouso que foram projetados por pilotos experientes e fabricantes de aeronaves. Estes especificam em que velocidade e altitude a aeronave precisa estar em pontos de verificação de marcos visuais específicos à medida que os pilotos se aproximam de Paro.
Enquanto a maioria dos aeroportos oferecem pelo menos 10 milhas náuticas (cerca de 18 km) de distância para os pilotos poderem avaliar a abordagem mais alinhada para a pista de pouso, o aeroporto de Paro concede apenas de uma a duas milhas náuticas (1,8 a 3,6 km), o que significa literalmente que não há absolutamente espaço para erros.
Como se ser capaz de verificar os marcos visuais e a pista não fosse suficiente, o piloto também precisa tomar cuidado com postes elétricos e telhados de casas na encosta enquanto eles manobram entre as montanhas em um ângulo de 45 graus antes de cair rapidamente na pista.
Outros aeroportos contam com ILS (Instrumental Landing Systems) para orientar a aeronave lateralmente e verticalmente em uma abordagem para o pouso. Em Paro, os pilotos têm apenas um VOR (Very high-frequency Omni-directional Range) para guiá-los.
Os pilotos são então obrigados a fazer uma curva íngreme durante os estágios finais de pouso na pista estreita, por isso é fácil entender por que tão poucos pilotos são certificados para pousar aqui.
A dificuldade na aterrisagem.
Uma Mulher no Comando.
Aproximação e pouso normal.
03. Aeroporto Tenzing-Hillary (Lukla Airport) - Nepal.

A construção do Aeroporto de Lukla foi um grande empreendimento, pois foi necessário esculpir a pista nas encostas de uma montanha e transportar os suprimentos para a sua construção aeroporto por mula.
O aeroporto foi inaugurado oficialmente em 1964 e rapidamente se tornou a porta de entrada para a região de Khumbu, e desde então tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento do turismo na região do Monte Evereste.
A maioria dos aeroportos comerciais têm pistas que teem pelo menos 1.500 m de comprimento, mas a pista do Aeroporto de Lukla é de apenas 527 m e está localizado em um vale estreito o que torna difícil o pouso e a decolagem.
Para compensar a curta distância de frenagem ela tem uma inclinação de 11,7%, isso também facilita a decolagem das aeronaves.
O Aeroporto de Lukla - cujo nome oficial é Aeroporto Tenzing-Hillary em homenagem aos dois primeiros alpinistas a conquistarem o Monte Everest - fica a cerca de 30 min de voo da capital do Nepal, Katmandu. Lukla em si é uma pequena cidade sem atrações que vale a pena mencionar, pois
O aeroporto de Lukla é o mais perigoso do mundo?
O Aeroporto de Lukla ganhou notoriedade duvidosa desde o início dos anos 2000, quando diversos relatórios classificaram-no como o aeroporto mais perigoso do mundo. Há uma série de razões para isso:
- Terreno: O fato de o aeroporto mais perigoso do mundo estar localizado no Nepal não é inicialmente surpreendente. A localização extrema nas alturas das montanhas do Himalaia torna a descolagem e o pouso consideravelmente mais difíceis. Por exemplo, há um terreno com subidas acentuadas no final da pista em Lukla, enquanto o terreno cai muito rapidamente na direção da decolagem. A pista deve, portanto, ser atingida ou utilizada perfeitamente.
- Impossivel Abortar: Para complicar as exigências da pista é o fato de que no aeroporto de Lukla, abortar uma manobra de decolagem ou pouso é quase impossível. As montanhas circundantes não fornecem espaço suficiente para permitir outra manobra de decolagem e pouso como em um aeroporto comum. Manobras potencialmente perigosas devem, portanto, geralmente ser realizadas de qualquer maneira, uma vez que tenham sido iniciadas.
- Condições Meteorológicas: Devido à sua localização em um vale nas altas montanhas, o clima também é um complicador frequente no Aeroporto de Lukla. Nuvens e neblina em movimento rápido, bem como chuvas fortes frequentes durante a estação das monções, reduzem significativamente a visibilidade, complicando uma abordagem já desafiadora.
Medidas especiais de segurança no Aeroporto de Lukla.
Devido a sua fama, há uma série de medidas em vigor para aumentar a segurança no aeroporto de Lukla:- Requisitos para Pilotos: As exigências das pessoas no cockpit são altos quando se aproxima do Aeroporto Tenzing-Hillary, e os requisitos antes do primeiro pouso em Lukla são correspondentemente extensos. A autoridade de aviação do Nepal estipula que os pilotos já devem ter completado um total de pelo menos 100 voos com aeronaves STOL (STOL: Short Take-Off and Landing), e um ano de experiência com aeronaves STOL dentro do Nepal também é necessário. Depois disso, um mínimo de 10 voos para o próprio Aeroporto de Lukla deve ser concluído sob a supervisão de um examinador certificado. Só então os pilotos podem pousar em Lukla de forma independente.
- Voando Apenas com Visibilidade Clara: Embora voar com instrumentos não seja incomum na aviação, o Aeroporto de Lukla pode ser fechado sem aviso prévio, caso não seja possível pousar sob as chamadas Regras de Voo Visual (VFR). Durante a temporada de monções, isso leva ao cancelamento regular de cerca de 50% dos voos. Não há tráfego aéreo depois que escurece.
- Voos de Manhã Cedo: Devido a localização no vale estreito de Lukla, o vento também desempenha um papel crucial. No início da manhã, o vento geralmente sopra do nordeste, enquanto que no final da manhã, o vento tende a soprar do sudoeste. Uma vez que este último pode ser perigoso para o tráfego aéreo, os voos são geralmente programados para as primeiras horas da manhã.
A montanha mais alta e mais famosa do mundo, sem dúvida, é o destino da maioria dos passageiros que desembarcam em Lukla. No entanto, entre o Aeroporto de Lukla e o Acampamento Base do Everest, ainda há uma caminhada de vários dias a ser feita.
Há um estudo técnico em curso para avaliar a viabilidade de uma extensão da pista, embora isso seja limitado a apenas 30m. A construção de um novo heliporto também está em andamento para aumentar a capacidade de passageiros.
Pousando em Lukla
Acidente Fatal 01.
Acidente do avião de carga da Goma Air (voo 409) ao tentar pousar no Aeroporto de Lukla durante condições climáticas adversas em 27 de maio de 2017.Com base na filmagem, pode-se presumir que o piloto, voando em condições de baixa visibilidade, não estava vendo a pista para poder fazer um pouso correto. Conforme a pista se tornou visível para o piloto, ele prcebeu a aeronave não estava devidamente alinhada à pista de pouso.
Ele então tentou fazer a correção instantaneamente fazendo uma curva fechada em direção à pista. Mas em um segundo a aeronave estolou com o nariz para cima e desapareceu da cena. Nuvens de fumaça branca são vistas saindo do local do acidente. Funcionários do aeroporto são vistos correndo para a cena.
Este foi o segundo grande acidente com vítimas desde 2008 no Aeroporto de Lukla.
Acidente Fatal 02.
Em 8 de outubro de 2008, o voo 103 da Yeti Airlines caiu durante a aproximação final e pegou fogo, matando 18 passageiros e tripulantes. O comandante da aeronave foi o único sobrevivente.Este é o único vídeo da catástrofe de Lukla, filmado por uma família alemã de Stuttgart. A maioria das vitimas eram alemãs.
Um pouso no limite.
Uma quase tragedia que deve ter deixado a tripulação sem folego, pois demoraram um pouco para taxiar!Milagres acontecem.
Uma abortagem de um pouso desequilibrado que quase provoca um ataque cardiaco na pessoa que estava filmando! Use a ferramenta da engrenagem para traduzir para pt-br.WebCam ao vivo.
Podcast do Aviões e Musicas.
04. Aeroporto de Leh - Índia.

O aeroporto de Leh, oficialmente chamado de Aeroporto Kushok Bakula Rimpochee, está situado no distrito de Leh de Ladakh, no território da união de Jammu e Caxemira. O aeroporto está localizado a cerca de 3,5 km (2,2 milhas) da principal cidade de Leh.
É um aeroporto doméstico estrategicamente localizado que serve a região de Ladakh, na parte norte da Índia. O aeroporto desempenha um papel crucial na conexão desta região remota e pitoresca com as principais cidades da Índia.
Uma das características marcantes do Aeroporto de Leh é a sua altitude, pois ele esta localizado a uma altitude de aproximadamente 3.256 metros (10.682 pés) acima do nível do mar.
A configuração de alta altitude adiciona um aspecto único à experiência do aeroporto, e os visitantes muitas vezes precisam de algum tempo para aclimatar para o ar rarefeito logo na chegada.
O aeroporto recebeu o nome de Kushok Bakula Rinpoche em 2005 para homenagear o maior lider espiritual e politico que desempenhou um papel significativo no desenvolvimento de Ladakh.
O aeroporto de Leh está operacional durante todo o ano, mas os horários dos voos podem ser afetados pelas condições climáticas, especialmente durante os meses de inverno. Queda de neve e baixa visibilidade podem levar a interrupções nos serviços de voo.
Os voos para Leh oferecem vistas deslumbrantes sobre as cadeias montanhosas do Himalaia. Os passageiros são premiados com vistas panorâmicas de picos cobertos de neve e paisagens acidentadas, tornando a viagem em si uma parte memorável da viagem.
Os voos para o Aeroporto de Leh são tambem frequentemente cancelados se a temperatura subir acima de 32o C devido a vários fatores relacionados à segurança da aviação e ao desempenho da aeronave.
Enquanto os voos operam normalmente com temperaturas de 40o C a 48o C Delhi, Mumbai ou Dubai - aeroportos com altitude não muito elevada - o aeroporto de Leh enfrenta o caos quando a temperatura atinge pouco acima de 32o C. Aqui estão as principais razões:
- Densidade de Ar Reduzida: À medida que a temperatura aumenta, a densidade do ar diminui e as aeronaves dependem da densidade do ar para manterem-se estabilizadas. A menor densidade do ar reduz a estabilidade gerada pelas asas, tornando mais difícil para os aviões decolarem e pousarem com segurança, especialmente em pistas mais curtas, como as do Aeroporto de Leh.
- Limitações de Desempenho: As aeronaves têm limitações de desempenho específicas que são afetadas pela temperatura. Altas temperaturas podem afetar o desempenho do motor e a eficiência geral da aeronave. As companhias aéreas aderem a gráficos de desempenho rigorosos para garantir operações seguras, e exceder esses limites pode levar a riscos de segurança.
- Comprimento da Pista: A pista do aeroporto de Leh Airport é relativamente curta e está localizada a uma altitude elevada (cerca de 3.256 metros ou 10.682 pés). A combinação de alta altitude e altas temperaturas reduz ainda mais o empuxo e a potencia do motor. Isso requer distâncias mais longas para decolagem e pouso, o que pode não estar disponível na pista de Leh.
- Margens de segurança: As companhias aéreas e as autoridades da aviação priorizam as margens de segurança. Operar em altas temperaturas e em grandes altitudes pode reduzir essas margens, aumentando o risco de acidentes. O cancelamento de voos nessas condições garante que a segurança não seja comprometida.
- Restrições de peso: Em altas temperaturas, as aeronaves podem precisar operar com peso reduzido para decolar e pousar com segurança. Isso significa limitar o número de passageiros, carga e combustível. Se as reduções de peso exigidas forem demasiado significativas, as companhias aéreas poderão achar mais prático cancelar voos em vez de operar com tais restrições.
Esses fatores combinados tornam difícil operar voos com segurança sob condições de alta temperatura no Aeroporto de Leh, levando a cancelamentos quando as temperaturas excedem os limites operacionais seguros.
Às vezes, os voos não correm o risco de aterrissagem segura no aeroporto de Leh, mas sabendo que a temperatura devera aumentar durante o horário de decolagem é mais seguro cancelar o voo.
Os voos do aeroporto de Leh não decolam após o final da tarde devido aos ventos de alta velocidade. O voo pode ter que esperar por um dia inteiro para poder decolar de Leh, o que pode levar ao cancelamento de conexões desse voo.
Para evitar esses transtornos e perdas, as empresas cancelam seus voos com antecedência, às vezes até mesmo antes de qualquer aviso concreto ou de efetivo aumento de temperatura.
Um voo sobre o Himalaia.
05. Aeroporto de Juancho - Caribe.

Localizado na ilha caribenha holandesa de Saba, a pista de pouso do aeroporto Junacho E. Yrausquin se estende por apenas 400 metros ou 1.312 pés - um pouco maior do que um porta-aviões - antes que penhascos íngremes em cada extremidade da pista ameacem mergulhar um piloto desavisado na água.
A pista de pouso é fechada para jatos, então, para experimentá-la, você terá que embarcar em uma aeronave menor, como o BN-2 Islander da Twin Otter.
A única companhia aérea que realiza voos regulares é a Winair; conectando Saba, em um curto voo de 12 min, a ilha de St. Maarten ou a 90 minutos de uma viagem de barco.
Batizado em homenagem ao ex-ministro de Aruba, Juancho Irausquin, o aeroporto começou a operar em setembro de 1963.
Apesar de nunca ter ocorrido nenhum acidente fatal aqui, muitos pilotos consideram-no um dos aeroportos mais perigosos do mundo.
Uma breve história do aeroporto de Saba.
A ideia de se construir um aeroporto em Saba é creditado ao holandês Remy de Haenen, que já havia feito vários desembarques em um hidroavião no porto de Fort Bay, na ilha, em 1946. Depois de examinar a ilha do ar, de Haenen identificou Flat Point como o local ideal para se construir um aeroporto na ilha.
O terreno foi limpo e preparado em apenas algumas semanas, permitindo que de Haenen pousasse uma aeronave na ilha em 9 de fevereiro de 1959. Quase toda a população da ilha estava presente para testemunhar esse evento importante.
A pista única em Saba mede precisamente 400 m de comprimento. A aeronave pode pousar de qualquer direção, dependendo da direção e velocidade do vento. O pouso na pista de Saba foi comparado ao pouso de "um pássaro em um selo postal" por alguns dos pilotos que voam para lá.
A aeronave pode acessar ou sair da pista através da única pista de táxiamento que fica ao lado da pista com o pequeno avental em frente ao edifício do terminal. Aviões retrocedem a pista e fazem curvas de 180 graus antes de iniciar sua corrida de decolagem.
A aterragem em Saba envolve uma descida íngreme com um alargamento tardio, reduzindo a velocidade do ar até ao limite, com travagem máxima aplicada quando as rodas entram em contacto com a pista.
As decolagens são igualmente espetaculares e exigem um grau de habilidade de pilotagem. A potência máxima do motor é aplicada antes que os freios sejam liberados, no estilo de porta-aviões, lançando o avião para a frente até que ele decole e suba sobre a água na extremidade da pista.
Este vídeo ilustra as técnicas usadas para operar dentro e fora do aeroporto de Saba.
Dada a extensão da pista, Saba deve ser um dos poucos aeroportos do mundo onde um vento mais forte realmente beneficia suas operações. De acordo com o site da Rede de Segurança da Aviação, apesar da pista curta e seus inúmeros perigos, não houve incidentes ou acidentes conhecidos no aeroporto desde a sua abertura.
O vídeo a seguir contém imagens do cockpit de todo o voo de St Maarten para Saba, aterrissando na pista 12 no Aeroporto Juancho E Yrausquin.
06. Aeroporto Internacional Toncontín - Honduras.

O Aeroporto Internacional de Toncontín, também chamado de Teniente Coronel Hernán Acosta Mejía Airport, localizado a 6 km de Tegucigalpa, capital de Honduras, tem a abordagem mais difícil da pista, que é perigosa, particularmente em condições climáticas adversas. A pista de asfalto único no aeroporto é de 2.021 m de comprimento.
O aeroporto foi construído em 1921 a uma altitude de 1.005 m (3.294 pés) e serve de base para operações civis e militares. É um dos mais antigos aeroportos em operação contínua na América Central.
O aeroporto tem a fama de ser um dos aeroportos mais traiçoeiros do mundo devido a uma aproximação difícil e uma história trágica de acidentes de avião mortais.
O American History Channel classificou o Aeroporto Internacional de Toncontin como o segundo mais “perigoso” do planeta, depois do Aeroporto de Lukla, no Nepal.
Cercados por montanhas e bairros residenciais, os pilotos devem executar uma dramática curva de 45 graus depois de serpentear por um terreno montanhoso apenas alguns minutos antes de tocar no vale em forma de tigela.
Eles se depararam então com uma aproximação incomumente íngreme do aeroporto, o que os obriga a usar mais da faixa em pousos e decolagens do que no nível do mar.
No entanto, a pista do aeroporto tem apenas 2.012 m de comprimento, de acordo com o website do aeroporto. Isso não apenas torna a decolagem e o pouso mais desafiadores, mas também o local - construído no extremo sul de Tegucigalpa em 1948 - ainda opera com equipamentos de navegação antigos.
É uma combinação perigosa que enerva até os pilotos mais habilidosos e fez com que vários deles terminassem em tragedia. O acidente mais mortal ocorreu em 1989, quando um avião comercial Boeing caiu na encosta de uma montanha ao se aproximar, matando 132 pessoas. O técnico do necrotério, Luis Tellez, disse à mídia local na época que a maioria dos corpos estava queimada de forma irreconhecível.
“Alguns deles não tinham braços e pernas, por isso só podemos identificá-los através dos registos dentários”, disse Tellez.
Desde então, pelo menos mais 10 aviões tiveram o mesmo destino e caíram dentro ou ao redor do aeroporto, com o incidente mais recente ocorrendo a pouco tempo.

No dia 22 de maio de 2018 um jato particular caiu durante o pouso e se partiu ao meio no aeroporto. Cerca de 50 mil pessoas na vizinhança ficaram sem energia depois que o avião derrubou as linhas de energia. Milagrosamente, embora pelo menos seis americanos a bordo tenham ficado feridos, ninguém morreu.
Em maio de 2008, um avião da Taca Airlines transportando 135 passageiros e tripulantes derrapou na pista em sua segunda tentativa de pouso e bateu em um prédio em uma rua movimentada.
O avião derrubou árvores e quebrou uma cerca de metal antes de parar cerca de 20 metros além da pista. Seu nariz bateu contra um aterro à beira da estrada e sua fuselagem se partiu em três partes. Cinco pessoas - incluindo o piloto - morreram e pelo menos 65 pessoas ficaram feridas.
Após o acidente, as autoridades reconheceram que as pistas do antigo Aeroporto Internacional Toncontin de Tegucigalpa eram curtas e as rotas de aproximação eram perigosos. Grandes jatos comerciais foram posteriormente transferidos permanentemente para operar em um aeroporto militar próximo.
Em 1997, um avião de carga C-130 da Força Aérea dos EUA ultrapassou a pista e capotou antes de explodir em chamas numa importante avenida, matando três pessoas a bordo.

Depois de pousar na pista do Aeroporto Internacional de Toncontin, o avião levantou voo novamente, antes de cair e deslizar para fora da pista, disse na época o chefe do escritório de aeronáutica civil do aeroporto, coronel Fernando Soto.
O avião pegou fogo ao parar em uma rua principal, muitas vezes lotada de carros e pedestres.

O governo hondurenho está atualmente construindo um novo aeroporto internacional no valor de US $213 milhões de dólares, a cerca de 50 km da capital, perto da base aérea militar de Palmerola. O novo aeroporto - que contará com uma pista mais longa de 2.440 m - está sendo projetado para melhorar o fraco histórico de segurança do aeroporto existente na capital, disseram as autoridades ao anunciar o desenvolvimento em 2016.
Aproximação e Aterrisagem - Fora da aeronave.
Aproximação e aterrisagem - Interior da Cabine.
Perceba que a hora em que a aeronave termina de efetuar a curvadeaproximação, a cabeceira da pista ja esta bastante proxima!07. Aeroporto da Madeira - Portugal.

Localizado em Santa Cruz, a 25 km a leste da capital do arquipelado da Madeira, Funchal, o Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, Aeroporto internacional da Madeira (FNC) ou Aeroporto do Funchal foi inaugurado em 1964, com uma pista de apenas 1.600 m.
O arquipélago é uma das duas regiões autonomas de Portugal, juntamente com os Açores, e está localizado a 400 km ao norte das Ilhas Canárias, Espanha e a 520 km do Marrocos.
O aeroporto é único, pois sua extensão de pista foi construída sobre uma série de colunas que se estendem para o Atlântico. Sendo um destino turístico muito concorrido, o aeroporto é sazonalmente servido por um grande número de empresas aereas charter europeias, enquanto as transportadoras portuguesas TAP Portugal e SATA International oferecem uma série de conexões domésticas e europeias.
O aeroporto também serve como um hub para ilhas menores da Madeira, como Porto Santo. A ANA Aeroportos de Portugal opera o aeroporto.
Decolagem do Aeroporto da Madeira.
A pista em si é construída em terra recuperada do mar, imprensada entre penhascos íngremes de um lado e o oceano do outro. Esta topografia única exige precisão e cálculos cuidadosos durante o pouso.

O clima madeirense é notório por sua imprevisibilidade. Os pilotos que operam nesta região devem monitorar constantemente as atualizações climáticas, pois as condições podem mudar rapidamente. Ventos fortes, neblina e chuva podem representar desafios significativos durante a aproximação e o pouso.
Isto significa que cada pouso no Aeroporto do Funchal requer habilidades de tomada de decisão afiadas e a capacidade de se adaptar à evolução das condições meteorológicas em curto prazo. Está prevista uma alternativa nas Ilhas Canárias devido a uma capacidade de desvio limitada de Porto Santo (LPPS).
O aeroporto do Funchal apresenta frequentemente aos pilotos a necessidade de executar um pouso com vento de cauda e obrigando-o a dar a volta. Devido à localização do aeroporto e terreno circundante, ventos de cauda são uma ocorrência comum. Variações de vento e turbulência do vento são geradas pelo terreno rapidamente ascendente perto do aeroporto, o que pode causar condições severas de cisalhamento (tesoura de vento) do vento e microexplosões.
Os pilotos devem empregar técnicas especializadas e confiar em seu treinamento para garantir um touchdown seguro enquanto lutam com os efeitos do vento de cauda.

Para se qualificar como piloto para operar no Aeroporto do Funchal, os pilotos tem de passar por um rigoroso treinamento e certificação. Este programa de treinamento abrangente inclui simulações, voos de familiarização e avaliações rigorosas.
Aproximação de pouso Aeroporto da Madeira
Pousando com vento forte.
08. Aeroporto de Svalbard - Noruega.

O Aeroporto de Svalbard é a porta de entrada para o arquipélago de Svalbard, localizado a aproximadamente 900 km ao norte do continente norueguês.
Localizado em Longyearbyen, a maior cidade de Svalbard, a 78 graus de latitude norte, é o aeroporto mais ao norte do mundo com voos comerciais regulares.
O arquipélago de Svalbard, no Oceano Ártico, é uma região extremamente fria, com geleiras cobrindo grande parte dela. A única ilha habitada, Spitsbergen, abriga Longyearbyen, a cidade mais ao norte do mundo, onde mais de 1.000 pessoas se estabeleceram.
Os visitantes podem experimentar o sol único da meia-noite do Ártico e a aurora borel, que duram cerca de quatro meses no verão e no inverno, e vislumbrar o estilo de vida único das pessoas que vivem no clima extremo onde não crescem árvores.
O primeiro aeroporto perto de Longyearbyen foi construído durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1959, foi utilizado pela primeira vez para voos ocasionais, mas só podia ser utilizado alguns meses por ano.
A construção do novo aeroporto em Hotellneset começou em 1973, e o aeroporto foi inaugurado em 2 de setembro de 1975. É propriedade e operado pela estatal Avinor.
Mas o que torna esse aeroporto assustador? O fato dele ter ser construído sobre permafrost e o o derretimento sazonal do gelo exige reparos e manutenção consistentes do aeroporto.
Também não há luzes de pista, então apenas vôos durante o dia são permitidos - o que é bom até você perceber que nos meses de inverno o sol realmente não da as caras por aqui.
Em 29 de agosto de 1996, o Voo Vnukovo Airlines 2801 de Moscou caiu em uma montanha a cerca de 8,7 milhas do aeroporto. Todas as 141 pessoas a bordo do Tupolev Tu-154M morreram. É o pior acidente da história norueguesa.
Video feito por uma tripulação da Norwergian.
09. Aeroporto de Santa Helena - Santa Helena

Há quase 200 anos, um navio de guerra britânico transportou Napoleão Bonaparte para o seu exílio final na ilha Santa Helena, um lugar de onde seria impossível escapar novamente e Napoleão acabou morrendo na ilha em 1821.
A ilha faz parte de uma série de remotas possessões britânicas espalhadas pelos mares que ficam entre a África e a América do Sul, restos de um outrora poderoso império. Não é exagero dizer que chegar a Santa Helena vindo da Europa leva praticamente tanto tempo como no tempo de Napoleão.
Até o ano passado, a única ligação regular com o mundo exterior era o RMS St. Helena, um navio postal que, a cada três semanas, fazia a viagem de cinco dias e meio a partir da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Para se chegar ao próximo continente, a África, é preciso viajar 1,950 km para leste e chegar à cidade de Namib, em Angola. Virar para o oeste leva 2.900 km para se chegar a Salvador da Bahia, no Brasil.

A localização extrema e o atual baixo volume do mercado de passageiros, como Santa Helena tenta construir uma indústria do turismo e espera por dezenas de milhares de visitantes por ano no futuro, torna difícil tornar os voos comerciais economicamente viáveis.
O equilíbrio da economia destes voos é um desafio sério, pois devido ao seu afastamento e às questões logísticas concomitantes, o combustível na ilha é extremamente caro, tal como todos os outros aspetos do manuseamento de aeronaves, devido principalmente ao volume de tráfego de passageiros muito baixo.
O governo britânico tinha razões estratégicas para a necessidade de construir um aeroporto na ilha. As Ilhas Malvinas, embora próximas da América do Sul, operam a partir de uma posição de fraqueza devido ao fato de que a propriedade britânica da terra é disputada pela Argentina - e até se tornou objeto de uma tentativa de invasão em 1982.

Se algo acontecesse com as Ilhas Malvinas, o governo britânico precisaria de um recurso estratégico um pouco próximo, e a Antártida provavelmente não é a solução

Ao construirem um aeroporto em Santa Helena, fica mais fácil para os habitantes das Ilhas Malvinas chegarem a outra parte do império britânico, mesmo que seja tão distante quanto Santa Helena.
Isso explica porque é que o governo britânico investiu mais de US $ 413 milhões de dolares em um aeroporto que foi rotulado pela imprensa britanica como "o aeroporto mais inutil do mundo" logo apos a sua inauguração em junho de 2016.
Os voos inicialmente planejados do Boeing 737-800 pela Comair (voando como uma franquia da British Airways) de Joanesburgo foram revistos após a detecção de cisalhamento severo do vento no primeiro voo de teste realizado em abril de 2016.
O primeiro voo.
Em outubro de 2017, após outro processo de licitação ter sido vencido pela transportadora regional privada da África do Sul, a Airlink, voos regulares para um dos lugares mais distantes do mundo começaram com um voo semanal de Joanesburgo com uma parada de combustível em Windhoek/Namíbia. A companhia aérea agora utiliza seus dois novos Embraer E190ARs de fábrica para realizar esse trajeto.
Alguns dos tablóides britânicos alegaram que era impossível de se pousar em Aeroporto de Santa Helena. Essa idéia foi provou-se errada diversas vezes.
O aeroporto ja recebeu diversos tipos de aeronaves, desde executivos privados como Dassault Falcons, até o A318 e um Boeing 757 da Titan Airways do Reino Unido, pousou ecentemente.

Claro, é uma abordagem desafiadora. A pista é alta e delimitada por duas grandes rochas, localmente chamadas de Rei e Rainha, na parte leste da pista. Mas Gwyneth Howell, CEO do aeroporto, explicou: Isso realmente cria turbulência... provoca um vórtice na abordagem final.

Isso foi provavelmente o que o Comair 737 lutou em 2016, mas desde então, muitos pilotos conseguiram pousar aeronaves de todas as formas e tamanhos no aeroporto. O CEO do aeroporto diz que é tudo sobre treinamento e que, com o conjunto de habilidades certo, não deve haver problema de pouso. Ela disse:
Se os pilotos não forem treinados em condições de categoria C, o que é abordagens incomuns ou às vezes desafiadoras, e eles voam aqui despreparados, então eles realmente terão uma surpresa desagradavel. Os pilotos que vêm aqui foram treinados. Eles sabem o que esperar, sabem quando esperar.
A Airlink usa um grupo seleto de pilotos para voar para Santa Helena, todos os quais têm treinamento específico nas condições que podem ser experimentadas.

Esta é a chave para operar com sucesso a partir do aeroporto e não faz com que seja mais complicado para pousar do que inúmeras outras instalações em todo o mundo. James Kellett, Gerente de Operações do aeroporto, explicou:
Para colocar isso em perspectiva, isso não é pior do que o aeroporto da Madeira ou Gibraltar, ambos exigem treinamento em cisalhamento. A questão principal é saber quando você vai esperar e onde vai estar. Se você for treinado para isso e estiver pronto para isso, então em alguns dias o cisalhamento do vento é insignificante - não é nada. E ate agora não tivemos um único atraso ou cancelamento devido a windshear (cisalhamento).
O serviço regular de Santa Helena com a Airlink chegou e partiu uma vez por semana, todas as semanas, ao longo de 2019. Durante esse tempo, houve apenas um caso de atraso ou cancelamento, e não tinha a ver com cisalhamento do vento.
Aviões e Musica
10. Aeroporto Internacional Princesa Juliana - St Maarten - Caribe.

O Aeroporto Internacional Princesa Juliana está localizado no lado holandês de Saint Martin, uma ilha dividida entre a coletividade francesa de Saint-Martin e o país constituinte holandês de Sint Maarten.
O aeroporto recebeu o nome da princesa Juliana dos Países Baixos, que visitou a ilha em 1944, um ano após a abertura do aeroporto. Inicialmente construído como uma pista de pouso militar durante a II Guerra Mundial, foi convertido em um aeroporto comercial e desde então se tornou um dos principais hub aéreos da região.
Ao longo dos anos, o aeroporto passou por expansões e reformas significativas para acomodar um número crescente de passageiros e aeronaves maiores. A sua localização estratégica torna-o um ponto de ligação crucial para voos entre a Europa, a América do Norte e o Caribe.
Sua pista única, que se estende até Maho Beach, torna um local popular para avistamento de aviões, atrai visitantes que gostam da emoção de ver aviões pousando e decolando a poucos metros acima de suas cabeças.

Com uma média de 1,8 milhão de pessoas por ano e aproximadamente 170 aeronaves por dia, é uma das mais movimentadas da região e é atendida por mais de 30 companhias aéreas, com serviço direto para 35 localidades. O aeroporto não é apenas a porta de entrada para um paraíso turístico, mas também o motor de um crescimento econômico significativo.
A localização geográfica central e estratégica da ilha na região fez com que o aeroporto Princesa Juliana se transformasse em um hub principal que liga St Martin às ilhas vizinhas – particularmente Anguilla, Saba, St Eustatius, St Barth, Tortola, São Cristóvão e Nevis - e para o resto do mundo.
Por conseguinte, o aeroporto desempenha um papel fundamental no desenvolvimento economico da região. O número crescente de passageiros transportados é evidência de sua crescente importância como um centro regional.
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